IRIMIA nº 239 (20, julho, 1986)
Para este número que vê a luz perto do Dia da Pátria Galega, que tanto celebramos uma e outra vez na revista, escolhemos para esta secção da hemeroteca um “Decálogo do nacionalista galego”, tomado do nº 239. Está publicado ha agora quarenta anos (20, julho, 1986), e resulta, outra volta, completamente atual. Está desenhado a mão, sobre o fundo da bandeira, para ser reproduzido e difundido de jeito doado; de feito, chegarem a fazer‐se adesivos ou pegatas com ele.
Neste Decálogo aparecem os temas de identidade fundamentais da identidade nacional, defendidos pelos nacionalistas desde a geração de Castelao até hoje: a terra como espaço sagrado, com as suas comarcas, a pátria, a língua, a historia, a cultura escrita e popular, o folclore e as festas, as instituições… um patrimônio para ser defendido e guardado ciosamente.
Mas um nacionalismo respeitoso e tolerante com as outras nações, que tenhem o mesmo direito de ser que a nossa. Por isso, um nacionalismo antiimperialista. Um nacionalismo que não se deixa assovalhar por outros, mas que não quer fazê‐lo com nenhum outro povo; não quere impor‐se violentamente a ninguém. Por isso, o decálogo conclui com sabedoria e realismo: “Se crítico: Galiza não é a melhor terra, é simplesmente a tua”.